Jayla Venancio

Greenleaf, uma série que mexe com nosso imaginário

09:29:00



Como boa amante de séries que sou, vivo em busca de novidades nas quais eu mais me aproxime e me identifique de acordo com minha realidade.
No meio dessas buscas que descobri uma das séries que mais impactou minha vida: Greenleaf.
Não vou resenhá-la conforme vemos nas buscas do Google, porque não é novidade pra ninguém que a série é boa. Suas críticas são sempre positivas e atraentes, então não falarei do óbvio, falarei do que tal série despertou em mim. Vamos lá:


O enredo já atraiu minha atenção antes mesmo de assistir o primeiro episódio. Tudo gira em torno de uma família afro-americana, formada por líderes religiosos e os bastidores do templo administrado por eles. O que ressalta que apesar da igreja envolver emoções e fidelidade á Cristo, ainda assim, devido ao tamanho, demanda uma administração de empresa, tornando-a assim, uma empresa. Há a confusão entre empresa e religiosidade, coisa que dificilmente é detectada por quem está ali, dentro da igreja. Sim, eu falei que vou descrever conforme minha realidade, então vou descrever sobre essa confusão rs. Descrever um templo como uma empresa gera “olhares julgadores”. Mas vou descrever assim, exatamente assim.
A personagem principal, Grace Greenleaf, inicia sua história na série, demonstrando estar afastada da religiosidade. É que os cristãos chamam de “ovelhas desgarradas do rebanho”, ou basicamente Grace estaria afastada de Cristo. Com o passar do drama, ela se aproxima de sua família, e de suas raízes cristãs, retornando assim ao seu posto de líder espiritual. Não é um spoiler, calma. Isso você encontra na descrição da série, rs.
O que atrai a minha atenção, é a forma como Grace se reaproxima da religiosidade, ao mesmo tempo que tenta equilibrar os dramas familiares que se confundem com a má administração da igreja da família. Sabe aqueles bastidores dos grandes templos religiosos que todo mundo tem curiosidade de conhecer, e vive conspirando? A série trabalha em cima disso. Alimenta várias curiosidades nossas.


Também lida com Tabus como a forma na qual as igrejas lidam com a homossexualidade (tema muito debatido até hoje entre os religiosos), e a questão das ovelhas “desgarradas”, ou melhor, apenas pessoas simples que desistiram de ser religiosos. Também retrata a humanidade de quem precisa manter a imagem de líder espiritual, que nos púlpitos demonstra a felicidade dada por Cristo, mas nos bastidores tem que lidar com lutas emocionais como depressão por exemplo. Líderes também são humanos.
A série conta com a participação de Oprah, seja na direção como tambem a tia amada de Grace, a única que teve coragem de expor a realidade da família, e como consequência teve que se isolar e lidar com o julgamento da comunidade cristã.


Motivos para acompanhar Greenleaf? Muitos! Primeiro por se tratar de protagonistas negros, uma vez que estamos acostumados a ver séries com elenco majoritariamente branco. Ah Jayla mas em que isso influencia na qualidade da série? Não muita coisa. Mas gera o sentimento de identificação com o personagem, o que torna toda a trama mais pessoal, gerando sentimentos mais verdadeiros. Vai por mim ;)
Segundo por trabalhar em cima de teorias de conspiração religiosas… os bastidores das igrejas pentecostais. Que atire a primeira pedra quem nunca teve curiosidade de saber como funciona a administração de uma igreja. Mesmo que isso seja retratado da forma mais romantizada possível para entreter um público, ainda assim, atrai nossa atenção.
Terceiro porque é sucesso absoluto entre os críticos. E da opinião de muitos críticos eu não desconfio.
Assista Greenleaf ! ;)

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