PRIMEIRAS IMPRESSÕES - Desventuras em Série



Olá leitores, hoje eu iria trazer mais um post do especial Collen, mas após assistir os quatro primeiros episódios de Desventuras em Série mudei meus planos. Desculpe o transtorno, precisamos falar sobre a adaptação de  Desventuras em Série feita pela Netflix.



“Se você estiver interessado em histórias com finais felizes, vá procurá-las em outro lugar. Nesta história não há um final feliz, nem começo feliz e poucas coisas felizes entre uma coisa e outra.”

Ontem Sexta Feira 13, a Netflix liberou a primeira temporada tão esperada de Desventuras em Série (A Series of Unfortunate Events), uma série adaptada dos livros Desventuras em Série de Lemony Snicket (pseudônimo de Daniel Handler).

Eu li até o 8º livro, mas há muito tempo atrás (Por volta de 2003/2004) e não me recordo o motivo de não ter continuado, pois eu gostava muito da história. Fato é que eu por muito tempo esqueci dessa série de livros, até o momento em que a Netflix resolveu fazer a adaptação. Uma das coisas que me atraiu para a série foi uma jogada - de gênio - da Netflix: NEIL PATRICK HARRIS. A Netflix quis fazer Desventuras em série como uma série "família" algo que agrade adultos, adolescentes e crianças - há poucas produções em seu catalogo assim - então a solução foi simples: trazer um protagonista adulto conhecido e amado pelos adultos, alguém que pudesse fazer um vilão e mesmo assim ainda ser amado, alguém com um timing perfeito para comédia e sarcasmo, alguém que só poderia ser: NEIL PATRICK HARRIS. Isso já fez muitas pessoas verem a série.

"Mas nós entendemos que a noção de 'assistir junto' também evoluiu. Pode significar ver uma série no mesmo instante. Mas também, mesmo que as pessoas vejam separadamente, elas podem se reunir e falar sobre os episódios na mesa do jantar" - Brian Wright (Vice-presidente de conteúdo infantil e familiar da Netflix)

A tarefa de fazer uma adaptação não é fácil, afinal para os fãs o livro sempre é melhor. E se tratando em Desventuras em série é ainda mais difícil, quem leu sabe que o livro, mesmo que infantil, é carregado de ironia e humor negro no qual o autor dialoga com o leitor diversas vezes e sempre aconselha a não ler o livro, e que não é uma história feliz. Mas ficou evidente que a presença de Daniel Handler que também foi um dos responsáveis do projeto ajudou com que a série se torne completa, mesmo sem ler os livros não fica nenhuma lacuna ou ponta solta. É possível entender e amar a história dos irmãos Baudelaire mesmo sem ler os livros. E pelo que vi, e pelo que lembro dos livros a adaptação foi a mais fiel possível!




Sobre a série, a primeira temporada tem 8 episódios, e abordam os quatro primeiros livros. Cada livro tem 2 episódios com duração de quase 1h cada - O que acaba sendo praticamente 1 filme para cada livro - e nela conhecemos a história dos irmãos Baudelaire, Violet (Malina Weissman), Klaus (Louis Hynes) e a bebê, Sunny, que se tornaram órfãos após um misterioso incêndio causar a morte de seus pais e a destruição da casa na qual moravam. Após esse trágico evento, eles são colocados aos cuidados de Conde Olaf (Neil Patrick Harris) pelo executor do testamento da família, Sr. Poe ( K. Todd Freeman). E é ai que suas desventuras começam pois o Conde Olaf deseja, acima de tudo, a fortuna deixada pelos pais das crianças. É fácil se envolver com a história e se encantar com todos os personagens. Desventuras em Série consegue ser uma série ÚNICA.

Uma das coisa que chama atenção na série é a estrutura narrativa, cada parte (2 episódios) se completam e deixam um gancho para o próximo - assim como nos livros -  e isso faz com que o espectador apesar dos diálogos longos e rápidos, vocabulário mais complicado e um ritmo algumas vezes "cansativo" não deixem de acompanhar a história. Essa estrutura trás uma série que você talvez não consiga ver os 8 episódios seguidos - como estamos acostumados a maratonar as séries que a Netflix lança-, mas que com certeza irá ver todos pois te prende. A figura do narrador  Lemony Snicket foi colocada com maestria, ele aparece nos momentos certos e não parece algo aleatório, ele complementa a história e eu adorei as aparições dele.




Apesar da estrutura narrativa ser ótima, os dois grandes destaques da série são:

1) Direção de Arte - Eles conseguiram perfeitamente trazer o clima sombrio na narrativa, ainda que a história tenha um pé na fantasia, conseguiu ser algo que acreditamos. Os cenários maravilhosos, o figurino, a maquiagem... A Concepção visual da série foi perfeita. Não há dúvidas que foi a série foi feita com muito amor e carinho e a atenção foi até nos mínimos detalhes. A Fotografia do filme também é um show a parte, as sombras, as cores, a luz, o posicionamento das câmeras, que coisa mais linda de se ver.

2) Atuação - Eu já esperava maravilha de Neil Patrick como Conde Olaf e todas suas personificações, mas  Malina Weissman, Louis Hynes, Presley Smith, Patrick Warburton e tantos outros personagens secundários foram incríveis. A química entre eles é maravilhosa, e todos tem sua importância e seu jeito que os atores conseguiram captar muito bem. Eles conseguem trazer a tela o tom certo de humor e drama. Na Comic Con, Neil elogiou muitos os atores mirins, e após ver a série tenho a certeza que ele não estava exagerando. A coisa mais fofa do mundo é a Sunny (Presley Smith), essa bebê é uma atriz nata.

E Por fim, preciso falar de uma coisa que parece que a Netflix sempre acerta: Abertura. Estou completamente apaixonada pela abertura dessa série, e uma dica é: NÃO PULE AS ABERTURAS, elas mudam a cada parte, e para quem gosta de assistir dublado, essa é uma parte que vale muito a pena ver legendada, pois NEIL está cantando na abertura <3



Enfim, assistam! É uma série para todos, de todas as idades! Mas a verdade é: Não assista todos episódios de uma vez, assista por partes. Veja 2 episódios hoje, 2 amanhã... Dessa forma não se torna cansativa e você aproveita melhor ela ;D

Obs: Os fãs de How I Met You Mother vão pirar pois temos Neil Patrick e Cobie Smulders na mesma série outra vez, como ainda não vi todos episódios não sei se em algum momento eles vão interagir, acredito que sim, mas só de ter o nome deles juntos nos créditos é muito amor. E dessa vez Cobie Smulders interpreta nada mais, nada menos que a... Mother (Mãe).


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