RESENHA - Triângulo de 4 Lados

Olá, leitores! Tudo bem?
Hoje eu venho com a resenha de um livro que recebi de parceria com a editora D´Plácido!
Confiram: 

Título: Triângulo de Quatro Lados 
Autor: Adelina Barbosa e Fernanda Medeiros 
Editora: D´Plácido

Número de páginas: 320
Skoob: Adicione

Primeiras páginas: Leia

Sinopse:

"Unhas mal pintadas de preto e camisas de bandas. Ela ama O Diário de Bridget Jones, chocolate, e a banda Misfits. Odeia trovões, lágrimas, e ser chamada de criança. Sara Alcântara tem 17 anos e, como qualquer garota de sua idade, tem um relacionamento de amor e ódio com a mãe, com seus estudos, e com a própria vida. Ama suas amigas, que são seu suporte, e sua base. Tira boas notas na escola, por obrigação, mas deseja ser artista, porque pintar é sua verdadeira vocação.

Até aquela paixão adolescente, platônica, ela possui. Ele tem nome, sobrenome, e grau de parentesco. Rodrigo Guano é seu primo, e sonho de consumo de toda a população feminina da pequena cidade de Santa Fé, onde moram. Tudo muda quando ele a beija pela primeira vez. Então o mundo pode acabar, regimes podem cair, terremotos podem engolir a terra em rachaduras intermináveis, e Sara ainda estaria feliz. Ou assim ela pensa ser, até que viaja para Paris, para passar as férias. Quando volta, tudo está diferente, inclusive ela. Sara se vê inserida num triângulo amoroso... Ou seria um quadrado?"




"Ele era o melhor dos melhores. Ele me via através do que sentia...
Aquilo nunca havia me tocado antes, como tocou naquele momento.
E roubou meu coração."

Quando eu gosto de um livro, eu gosto. Me jogo de cabeça, torço, choro, sofro, sorrio, gargalho e faço questão de divulgar para o mundo! Mas, quando eu não gosto, eu não gosto mesmo. Infelizmente, eu sou 8 ou 80; pensei que Triângulo de Quatro Lados fosse ser 80, mas, acabou sendo 8. 

Eu odeio triângulos amorosos. Odeio triângulos por que sempre acabo torcendo pelo amigo, por aquele que está na friendzone e continua lá. Eu nunca torço pelo cara com quem a menina fica, essa é a minha sina. 

Odeio triângulos também por que são cansativos, ás vezes. E se um triângulo comum já é cansativo, um de quatro lados é pra lá de irritante. Chega um momento em que você não aguenta mais essa sinuca e só quer que tudo se resolva logo para que você saiba com quem a garota fica. E pronto. 

Cansativo. Esse é um ótimo adjetivo para definir Triângulo de Quatro Lados. Ele não é chato, apenas, cansativo. Em alguns momentos, extremamente cansativo. 

Mais uma coisa cansativa é Sara. Ela é uma das personagens mais chatas, irritantes, mimadas e choronas que já "conheci". Rodrigo não fica atrás com sua chatice e imaturidade e em muitos momentos, senti vontade de despachar os dois para o Alasca. Achei também o Matheus tão desnecessário! Ele é apenas uma cópia do Rodrigo e tão desinteressante quanto ele.  

Eu não consegui gostar de Sara, de Matheus, de Rodrigo... o único que gostei foi o Brent. E eu até estaria no Team Brent se não achasse que ele merecia alguém bem melhor do que a Sara.  

Outra coisa cansativa nesse livro é a padronização de personagens. Gente, quem não aguenta mais mocinhas loiras, de olhos claros, cabelos lisos, pequenas, delicadas, medrosas e atrapalhadas? Eu não aguento mais, sério. Não entendo qual é a necessidade dos autores de colocar essas características nas personagens. As pessoas são tão diferentes! Por que todos os personagens precisam ser iguais?

Na resenha de Entre 3 Mundos eu falei um pouco sobre representatividade negra, que é algo totalmente necessário e que quase não vemos. Mas, além da representatividade negra na literatura, também precisamos de uma representação do real.

Gente, nem todas as pessoas não são loiras de olhos claros, todas as mulheres não são pequenas e delicadas, nem todas as meninas precisam ser medrosas e atrapalhadas. Vamos focar um pouquinho no real? Cadê a menina gordinha? E negra? A garota alta? A de corpo atlético? A ruiva, a morena, a asiática, a indígena? E sobre os meninos: nem todos os garotos tem aquele abdômen trincado. Não é regra homens de olhos claros, nem todos são fortes e atléticos. E os meninos de olhos castanhos? Os baixos? Os desengonçados? Os magricelas? Vamos ser um pouquinho realistas, que tal? 

E colocar as mulheres como pequenas, delicadas, medrosas, choronas e totalmente dependentes de um homem para qualquer atividade insignificante é algo bem machista. Que tal mudar isso?

Eu não estou criticando apenas as autoras desse livro. Essa crítica abrange todos os autores que já fizeram ou pensam em fazer essas coisas. É um conselho de amiga: se você está padronizando personagens, apenas pare. 

Agora falando de algo positivo nesse livro: diagramação! Que capa maravilhosa é essa? A capa é linda, as letras tem um ótimo tamanho, as folhas brancas continuam não me atrapalhando e o conjunto tornou um livro lindíssimo! Nisso a editora, com certeza, está de parabéns. 

Sem mais, concluo essa resenha com o meu pedido de sempre: não trate a minha resenha como verdade irrefutável. Antes de tomar alguma decisão sobre ler ou não, pesquise, leia outras opiniões. Se quiser, pode até ler as primeiras páginas gratuitamente. Quem sabe Triângulo de Quatro Lados não seja 80 pra você? ;) 

"Aquela sensação ficaria guardada em minha mente pelo resto dos meus dias, e era a única coisa que tinha espaço em mim.

Por isso não tornei a perguntar onde íamos. Porque não importava, de verdade.
Desde que fosse com ele."

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