RESENHA - Métrica

Olá leitores! Tudo bem?
Hoje venho trazer a primeira resenha do Especial CoHo. Nada melhor do que começar com o primeiro livro da autora lançado pela Galera Record: Métrica (Slammed).

Título: Métrica (Slammed)
Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Número de páginas: 304
Skoob:  Adicione

Sinopse: Após a morte do pai, a ausência torna-se a maior companheira de Lake. A responsabilidade pela mãe e pelo irmão a congelam em um limbo de luto e dor. Por fora, ela parece corajosa e tenaz; por dentro, está perdendo as esperanças. E se mudar do único lar que conheceu não ajuda em nada.
Agora em uma nova casa, em uma nova cidade, ela precisa achar seu caminho. E um rapaz apaixonado por poesia pode ser o guia perfeito. Quando conhece o novo vizinho, Layken imediatamente sente uma intensa conexão. Algo que finalmente parece desanuviar um pouco sua realidade.
Mas o caminho da verdadeira felicidade não é feito de tijolos dourados, e logo uma revelação atordoante faz o novo relacionamento ser bruscamente interrompido. O dia a dia vai se tornando cada vez mais doloroso à medida que eles se esforçam para encontrar um equilíbrio entre os sentimentos que os aproximam e as forças que os separam.


"But I can tell by watching you
That There's no chance of pushing through
The odds are so against us
You know most young love, it ends like this." 
- The Avett Brothers, "I Would Be Sad"
(Tradução: Mas só de olhar para você, sei / Que não dá para forçar as coisas / Nossas Chances são tão pequenas/ Você sabe que a maioria dos amores de juventude termina assim.)

Em seu primeiro livro Colleen Hoover nos apresenta o Slam Poetry, que é uma competição em que poetas leem ou recitam um trabalho autoral,  para saber mais sobre o Slam no Brasil  clique aqui. Como me apaixonei mais por poesias quando conheci o Slam, passei horas no youtube vendo apresentações reais. CoHo utiliza do Slam para tratar assuntos como Amor, Família, Perdas, Morte, Vida... Esse livro fala sobre tantas coisas que nem sei direito por onde começar...
A personagem principal é Layken, uma menina que tem seu mundo virado de cabeça para baixo, repentinamente perde seu pai – e seu melhor amigo – vitima de um ataque do coração, com isso sua mãe está sempre ausente trabalhando para sustentar a casa e ela tem que cuidar de seu irmãozinho de 9 anos (Pausa para dizer que Kel é um garotinho apaixonante que eu queria ter como irmão). Como se não fosse suficiente sua mãe recebe uma proposta de emprego e decide se mudar para o Michigan.



“Layken, você está morta! – grita Kel pela janela aberta, enfiando a espada imaginaria no meu pescoço. Ele fica esperando que eu me curve, mas só faço revirar os olhos – Eu esfaqueei você. É para você morrer” – diz ele.

- Acredite em mim, já estou morta – murmuro, enquanto abro a porta e saio.”

Talvez o que Lake não esperava é conhecer um vizinho como Will, com o qual desde o início tem uma conexão inexplicável. Lake passa a questionar seus desejos e se assusta com a naturalidade como tudo acontece entre eles, tudo era tão certo. Antes de seu primeiro encontro com Will, Layken tem uma conversa com sua mãe e um trecho dessa conversa eu pretendo levar para a minha vida:

“Ele a trata com respeito o tempo inteiro? Essa é a primeira pergunta. A Segunda é: se, daqui a vinte anos, ele fosse exatamente a mesma pessoa que é hoje, você ainda sim se casaria com ele? E, finalmente, ele faz com que você queira ser uma pessoa melhor? Se conseguir responder “sim” as três em relação a uma pessoa, então encontrou um homem decente.”

Após a mudança acabar, Layken precisa voltar a vida normal nessa nova cidade, Will já deixou Michigan muito melhor, mas o que ela não esperava era que tudo seria mais complicado entre ela e Will...

“Will fecha a porta e mais uma vez ficamos a sós no corredor. O ar dos meus pulmões praticamente sumiu. Sinto uma pressão aumentar dentro do meu peito ao perceber outra coisa. Não pode ser verdade. Não é possível. Como é que isso é possível?
- Will – sussurro, sem conseguir soltar o ar completamente – Não me diga que...”

E o que vai separar Will e Layken é muito maior que eles. E ai que entramos em outro ponto do livro: Família, Perdas e Responsabilidade. Will perdeu seus pais em um acidente de carro, e desde então cuida de seu irmãozinho Caulder, que se torna o melhor amigo de Kel (Irmão da Layken). É por essa amizade entre as crianças que Will e Layken tentam ser amigos. Quanto tudo parecer estar indo bem, Layken descobre que não foi uma proposta de emprego que fez sua mãe se mudar para o Michigan, e acaba encontrando em Will um porto seguro em meio a tudo que começa a acontecer em sua vida... E mais uma vez a vida de Lake muda, e aos poucos ela começa a entender melhor Will e todas decisões que ele tomou. Outra parte que me marcou também foi após todas revelações familiares, Layken queria um momento em que pudesse esquecer de tudo, e achei muito interessante como ela expressou essa vontade:

“ – Então – continuo, esperando que ela capte o duplo sentido do que estou prestes a dizer – Você se importa se hoje a gente ficar apenas esculpindo abóboras? Tem problema se a gente não fizer nada além disso? Só esculpir abóboras?”

Foto por Paloma Machado - Dreams & Books
Instagram: @lominha_machado
Muitas coisas ainda acontecem entre Will e Lake e também sua família, a cada dia que passa eles acabam se tornando uma grande família, mas nem por isso as coisas são mais fáceis...

Preciso falar sobre Eddie, que melhor amiga! A história dessa menina, me encantou, ela me encantou, quero ela em minha vida... O aniversário dela, eu não consegui conter minhas lágrimas. Em alguns momentos eu queria apenas abraçar ela e não soltar mais! Sério, que personagem incrível. Apesar que todos personagens são incríveis, e muito reais... Colleen Hoover consegue transformar uma história que tinha tudo para ser clichê, em uma história surpreendente e tão cheia de lições.

Uma das coisas que mais gostei foram os inícios dos capítulos com trechos de músicas da banda Avett Brothers, banda que inspirou Colleen Hoover começar a escrever, e que inspirou o livro, as músicas são maravilhosas!

Para finalizar, deixo um poema que Will apresenta no Slam e que acredito passar muito sobre a mensagem do livro:

Morte. A única coisa inevitável na vida.
As pessoas não gostam de falar sobre a morte porque isso as deixa tristes.
Elas não querem pensar que a vida vai continuar sem elas,
Que todas as pessoas que elas amam vão ficar de luto brevemente,
Mas vão continuar respirando.
Elas não querem pensar que a vida vai continuar sem elas,
Que os filhos vão crescer do mesmo jeito
E vão casar
E vão envelhecer...
Elas não querem pensar que a vida vai continuar
Sem elas
Que as coisas materiais serão vendidas
Que os históricos médicos serão arquivados
Que seus nomes vão se tornar uma lembrança para todos que conheciam.
As pessoas não querem pensar que a vida vai continuar sem elas, então, em vez de lidar com isso
Diretamente, evita-se o assunto inteiramente, torcendo e rezando para que, de alguma maneira ela...
Passe direto.
Se esqueça delas,
E pule para o próximo da fila.
Não, as pessoas não querem imaginar como a vida vai continuar...
Sem elas.
Mas a morte
Não
Se esqueceu.
Em vez disso, as pessoas deram de cara com a morte, que veio disfarçada de um caminhão de dezoito rodas
Antes de uma nuvem de névoa.
Não.
A morte não se esqueceu delas.
Se ao menos elas tivessem se preparado, aceitado o inevitável, feito planos, compreendido que não se tratava apenas da vida delas.
Por mais que legalmente eu fosse considerado um adulto aos 19 anos, eu ainda me sentia completamente
Como um garoto de 19 anos.
Despreparado
E sobrecarregado
Por, de repente, passar a ter a vida inteira de um garoto de 7 anos
Sob meus cuidados.
Morte. A única coisa inevitável na vida.”  
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