RESENHA - Proibido

Olá, leitores! Tudo bem? 
Hoje eu venho com a resenha de um livro que quero ler desde o lançamento, há mais de 2 anos. Ele é o Proibido! 



"Juntos, não fazemos mal a ninguém;
separados, nós definhamos."

Título: Proibido
Autora: Tabitha Suzuma
Editora: Valentina
Número de páginas: 304
Skoob: Adicione


Sinopse:

Ela é doce, sensível e extremamente sofrida: tem dezesseis anos, mas a maturidade de uma mulher marcada pelas provações e privações da pobreza, o pulso forte e a têmpera de quem cria os irmãos menores como filhos há anos, e só uma pessoa conhece a mágoa e a abnegação que se escondem por trás de seus tristes olhos azuis.

Ele é brilhante, generoso e altamente responsável: tem dezessete anos, mas a fibra e o senso de dever de um pai de família, lutando contra tudo e contra todos para mantê-la unida, e só uma pessoa conhece a grandeza e a força de caráter que se escondem por trás daqueles intensos olhos verdes.
Eles são irmão e irmã.

Com extrema sutileza psicológica e sensibilidade poética, cenas de inesquecível beleza visual e diálogos de porte dramatúrgico, Suzuma tece uma tapeçaria visceralmente humana, fazendo pouco a pouco aflorar dos fios simples do quotidiano um assombroso mito eterno em toda a sua riqueza, mistério e profundidade.

“Fecho os olhos e sinto a loucura se enrolar pela coluna e rastejar para o cérebro.
Vejo-o explodir como o sol.
Então é isso, é essa a sensação depois de uma longa e sofrida luta – perder a batalha e finalmente enlouquecer.”

Proibido é um dos meus livros favoritos. E eu já sabia disso. Já sabia muito antes de lê-lo, de fato. Sabia que ele entraria para essa lista desde o dia em que li sua sinopse pela primeira vez.

Não havia espaço para inseguranças ou medo de me decepcionar. Eu o amaria. Estava tão certa disso quanto estou certa da presença do ar que me rodeia e entra por meus pulmões, permitindo minha existência. Eu tinha certeza, eu sabia, eu sentia.


“ (...) me relembrando que, embora esteja despedaçado por dentro, tudo ao redor permanece o mesmo.
Concreto e real, trazendo a esperança que talvez um dia eu também volte a me sentir real.”

Não tenho palavras para descrever Proibido, eu estou olhando para essa página que precisa ser preenchida, por tanto tempo que, já perdi a noção dos minutos. 


O medo de falhar, de não fazer jus a grandiosidade desse livro é tamanho que, ele aprisionou todas as palavras e, não tenho nada que posso dizer. Ao mesmo tempo em que, mesmo que todas as palavras fossem libertas e postas a minha disposição, elas não seriam suficientes para tudo o que preciso dizer sobre Proibido. 


“ Quero dizer a ela que não posso arrastá-la para o fundo. Quero dizer que ela precisa soltar minha mão para poder nadar.
Quero dizer que deve viver sua própria vida.

Mas, sinto que ela já sabe que todas essas opções estão a sua disposição. E que ela também fez uma escolha.”
Foto por Dreams & Books.
Instagram @dreamsebooks

                                                                                                                    Proibido pega tudo o que você acredita e mistura.
Mexe tanto que você nem mais sabe no que acreditava. No fim da leitura, você se vê perdido, desolado e doente de tristeza.
Esse não é um livro para te divertir ou te fazer matar o tempo. Proibido é um livro para te fazer pensar. 

Durante sua leitura e, muito tempo após ela, você se verá soterrado em pensamentos. Se verá lutando consigo mesmo. Um lado da sua mente dirá: “isso é errado!”. E o outro, vai dizer: “por que é errado? Só por que a lei diz? Ou é errado por que as pessoas não estão abertas a aceitar isso?”. Você se verá dentro de um debate interminável onde nenhum dos dois lados ganha.
Porém, em seu coração, talvez você sinta que esse errado também é certo, por que é o amor verdadeiro.


“Como uma coisa tão errada pode parecer tão certa?”

Na minha opinião, a intenção da autora não foi mudar o mundo. Ela apenas quis (e conseguiu brilhantemente) mostrar o quão falho é julgar alguém. Qualquer pessoa. Julgar qualquer situação.

Toda moeda têm dois lados, toda história tem vários ângulos. E, talvez você esteja enganado; aquele que a primeira vista, pareceu ser um monstro, é apenas um gatinho de olhos brilhantes.


“Nós ainda podemos nos amar.

Não há leis nem limites para sentimentos.
Nós podemos nos amar tanto e tão profundamente quanto quisermos.
E ninguém, ninguém vai poder jamais tirar isso de nós.”

A escrita da autora é tão ímpar e perfeita que dispensa qualquer comentário.
Os personagens são maravilhosos e você irá amá-los. E vai querer protegê-los e cuidar deles. Você vai admirá-los e sofrer por eles. 

Uma palavra usada universalmente para descrever Proibido é perturbador. E ele é, de fato. Também é lindo, triste, maravilhoso e único. E tantos outros adjetivos.

Não permita que sua pesada carga emocional ofusque seu brilho. Não se permita classificar “perturbador” como algo negativo. 


“ Eu sei como ele se sente – é tão bom que chega a doer.

Acho que vou morrer de tanta felicidade.
Acho que vou morrer de tanta dor.

O tempo parou; o tempo disparou.”

Uma certeza é que você vai chorar. Não importa quem você seja, qual é o seu gênero ou quantos anos tem, você vai chorar. Vai chorar aquele choro desesperado, impossível de conter e pontuado por soluços.

Seu coração vai se partir em milhares de pedacinhos cortantes, tantos pedaços que ele vai chegar a virar pó. Vai ser uma experiência dolorosa, muito. Mas, também será incrível! A leitura de Proibido é uma experiência por qual todos, sem exceção, deveriam passar.

“Estou caindo.

Mas, sei que estou bem, por que é com ele.
Por que é com Lochan.”

Concluo essa resenha, fazendo minhas as palavras de Lochan na página 279:


“Nunca chorar doeu tanto.” 
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