RESENHA - Stânix

   
Título: Stânix 
Autor: Eder A. S. Traskini
Número de Páginas: 140
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Stânix é aquele tipo de livro que te prende do começo ao fim. Fui arrebatado desde a primeira página. A história se inicia com uma batalha. Espadas, sangue e o tilintar do aço contra aço e Aaron no meio disso tudo. Um jovem que inicialmente não entendia o porquê de estar ali e muito menos que papel assumir naquele embate. A narração do confronto me fez ter nostalgia de Tolkien, e isso é um excelente elogio e uma ótima maneira de introduzir uma história.

   Logo após o episódio da batalha, o leitor é realmente apresentado ao jovem elfo, Aaron, e a descoberta de que toda aquela cena é apenas parte de um sonho repetitivo do protagonista causa aflição, aflição por conta da curiosidade para conseguir entender toda aquela situação. O jovem, perturbado pelo sonho ainda vívido, resolve, então, sair para caminhar e tentar usar aquele tempo de forma proveitosa o que significava treinar com sua fiel adaga. Aaron inicia o treinamento e se concentra de tal forma que por pouco não deixa uma presença sorrateira passar. Uma jovem loira tenta surpreendê-lo.

   Sora era o seu nome. Filha do chefe de Mharol, o vilarejo onde o protagonista morava, e dotada de muitas habilidades, pode ser considerar a única melhor amiga de Aaron. A loira fora até o amigo contar boas novas, os dois haviam sido convidados para próxima reunião do conselho local que aconteceria naquele mesmo dia. Ambos estavam ansiosos.

    Já na reunião, novos personagens são apresentados assim como novas situações e histórias antes desconhecidas pelo elfo, dentre elas a recorrente busca pelo poder por Pant. Depois de muitas discussões e exposições de opiniões, uma decisão é finalmente apresentada. A mão de Sora seria ofertada ao então príncipe de Guil, Joe, filho de Pant, e em troca Mhaol não poderia ser tocada por estar num declarado apoio ao rei.

Embora a decisão não agradasse a todos, ela foi acatada porém a loira não iria desacompanhada em sua jornada, um dos membros do conselho, Farep, juntamente com Aaron a acompanhariam até a morada do príncipe.

   Dali pra frente, muitas coisas acometeriam o trio e aquela jornada se mostraria mais complicada do que parecia inicialmente. Aaron vai de encontro ao seu passado e descobre fatos não tão agradáveis que deveriam ser esclarecidas. A empreitada os levaria para lugares desconhecidos e no decorrer dela personagens-chave apareceriam e a mudariam completamente.

   Stânix foi uma grata surpresa. Uma escrita boa, fluída e rápida e ainda por cima conta com um guia de pronúncia que ajuda e muito por conta de alguns termos e nomes presentes na história. Encontrei alguns deslizes na revisão mas nada que comprometesse a leitura que conta com um bom tamanho de fonte a as folhas amareladas. A capa, toda verde e com um visual místico me agradou muito, a preocupação com ela mostrou-se perceptível e congratulo o responsável pelo lindo trabalho. A criatividade do autor é admirável, ele criou um mundo totalmente fantástico com histórias paralelas e intrínsecas no enredo que também é bom. As descrições, necessárias e muito usadas nos combates, não se tornaram cansativas, porém muitos acontecimentos me pareceram um tanto clichês e previsíveis.


   Recomendaria a obra para todos, principalmente para os amantes da literatura medieval e fantástica. Dragões, elfos e anões, uma agradável combinação. Mal posso esperar pelos próximos volumes da série!

“Algumas lendas dizem que eram mil, outras que eram cem, e outras que apenas cerca de dez dragões fizeram todo esse estrago. O certo é que dragões nunca tinham sido vistos no reino, a primeira vez, e única, foi em Imogen.” 


Resenha feita especialmente para o D&B por Matheus A.M. Lisboa, do blog Apocalipse Literário
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