RESENHA - O Místico Sagrado


Título: O Místico Sagrado 
Autor: Raymundo Monteiro 
Número de Páginas: 144 
Editora: Selo Jovem 
Skoob: Adicione  

Sinopse: 
O Bem e o Mal estão em todo lugar. Nós somos Yin-yang, bom e mau. E isso nos acompanha por onde andamos. A vida é feita de dualidade, bonito e feio, rico e pobre, luz e sombra, vida e morte. Temos o livre-arbítrio de deixar fluir aquilo que nos for mais sedutor, mais conveniente, mais atrativo...

Melanie tem a missão de salvar sua vida do modo que ela apesar de saber muito bem como se faz, deixa a desejar. Para isso, terá que infiltrar-se na Casa Branca Hospedagem, um lar requintado que esconde tenebrosos segredos e nada é aquilo que parece ser.

A dualidade em pessoa mora ali e a nova hóspede terá que aprender a se defender se quiser sair viva. 



“Lá se encontra sobre um altar quase no topo, perto do teto, dentro de um triângulo de vidro que faísca luz pelas laterais, o tão desejado Olho Místico. Este, de um intenso azul-índigo causa um mistério quase que hipnótico para quem o vê.”

O místico sagrado é aquele tipo de livro que te deixa curioso até mesmo pela sinopse mas o que realmente me fez ler foi a capa. A imagem é composta por elementos mitológicos como as pirâmides do Egito, o olho de Hórus e mais alguns corpos celestes, essa grande mistura coerente me atraiu muito. Nas orelhas, na lombada e na contracapa do livro existem imagens de uma grande parede no interior de uma pirâmide com inúmeros hieróglifos, o que atribui todo aquele cenário mitológico para a obra, dando uma breve introdução do cenário da história e algumas indicações do enredo.


A trama é iniciada por um ritual pagão envolvendo uma criança misteriosa e um sacrifício mas logo depois um avanço temporal direciona o foco para um casal mineiro, Aparecida e Josaphar, que são os proprietários de uma requintada pousada, a Casa Branca Hospedagens. O clima na hospedaria não era dos melhores, era muito pesado na verdade, um evento sobrenatural acontecia no casarão.

Quando a vida na Casa Branca pareceu cair na monotonia, a chegada de uma nova hóspede provocou a inversão total desse estado, a misteriosa Melanie.
No decorrer da história, personagens chave aparecem, dentre eles o mal-humorado Moser, e outros mostram quem realmente são.  A obra apresenta as doses certas de mistérios e de reviravoltas intercaladas com medidas precisas de humor.

A narrativa de Raymundo é rápida e gostosa. Não há erros ortográficos e muito menos na impressão. O tamanho e o estilo da fonte são ideais, tornando a leitura mais fácil. O único aspecto negativo na diagramação são as folhas brancas que de uma forma bem perceptível são diferentes das páginas mais amareladas.

O Místico Sagrado me prendeu do início ao fim. Enquanto li tive a impressão de que a cada página uma nova reviravolta poderia acontecer e mais enigma para decifrar. Por vários momentos prendi a respiração e em outros o meu coração acelerava, um misto de emoções me bombardeava em cada capítulo. 

E a forte mitologia presente? Adorei cada metáfora introduzida pelo autor e acabei me interessando ainda mais pela cultura egípcia graças ao livro. Mal posso esperar pela continuação!


“De repente, um ventinho frio começa a soprar pelo local. O paralítico hipnotizado sente uma força estranha começando a dominá-lo. Este ventinho aos poucos se transforma numa ventania, e a cristalina água da piscina vai ganhando uma coloração vermelha como o sangue.” 


Resenha feita especialmente para o D&B por Matheus A.M. Lisboa, colunista no blog Pena & Tinta
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