ENTREVISTA - J.A. Marcos

     











Oi, oi, oi leitores! Como vão? Ultimamente vocês tem ouvido falar bastante do livro Estrelas Cadentes Não Dizem Adeus, tanto aqui no blog como na página, não é? Como eu disse na postagem anterior, o J.A Marcos é nosso parceiro e ele deu uma entrevista incrível pra gente! *O* 
     Preparados? 


Oi Marcos, se apresente! 
                                                                                                           
  Meu nome é Marcos Ferreira, tenho 28 anos e sou Pernambucano. Sou casado há 5 anos e tenho 2 filhos. Eu sou publicitário e trabalho na área de redação e midia social em uma agência de publicidade em Caruaru chamada CAAZ.  Mas antes de entrar pra área de publicidade eu não tinha a menor ideia do que queria da vida. Eu gostava de informática e dava aulas na área. Todo mundo achava que minha faculdade seria de ciências da computação ou qualquer coisa do gênero, foi quando enfim fiz o vestibular pra Direito, que não tinha nada a ver com nada. Faltando um dia pra encerrar a inscrição eu parei pra pensar se era isso mesmo que eu queria pra mim, e decidi no último momento mudar de curso. Sai avaliando a grade da faculdade e me deparei com Publicidade, que tinha cadeiras de redação, e isso me chamou a atenção porque eu sempre amei escrever. A partir daí foi só zoeira na minha vida, por que se eu já não era muito normal a vida de publicitário me fez ser ainda mais maluco. Hahahaha. E eu amo essa zoeira!

Você disse que tem dois filhos, me fale um pouco deles. E o que acha sobre o incentivo a leitura em crianças?

Eu tenho dois garotos lindos, sou um grande pai coruja. Marcos Neto tem 4 anos e Murillo tem 2. Eles tem um gênio forte como a mãe, mas Murillo tem o mesmo carisma do pai. Hahaha. Humilde e simpático como eu. Do tipo que faz amizade fácil. Mas ás vezes eu sou mais criança que eles, porque fico insistindo pra que eles assistam filmes da Disney comigo, por exemplo, e eles me deixam no vácuo e vão brincar. Me abandonando. Hahahaha. Acho que eu sou a criança dessa família.
Eu acho que esse incentivo deve vir desde quando eles ainda são bebezinhos. Ouvir a voz do pai ou da mãe contando uma historinha acalma a criança, isso é cientificamente comprovado. Eu quero que meus filhos amem leitura tanto quanto eu. Quero ir pra livraria com eles e a gente fazer a festa. Uma criança que lê aprende a interpretar melhor as coisas ao seu redor. Amplia o conhecimento, melhora o convívio social. São inumeros os aspectos positivos. Esse hábito deve ser ensinado desde quando eles são pequenos, para assim podermos formar adultos melhores.

Quando você teve a ideia de escrever um livro? Quando surgiu ECNDA?

Eu sempre gostei de escrever e desde cedo eu inventava minhas histórias nos cadernos que ganhava na escola. Na quinta série eu escrevi uma peça e coloquei todos meus amigos de sala pra interpretar. Foi uma bagunça, mas até que fui um bom diretor. Hahahaha Com o tempo as responsabilidades foram vindo e deixei esse hábito um pouco de lado. Mas daí surgiu Harry Potter, e cabum! Cai de cabeça no mundo da literatura. Obrigado, tia Jô. Junto a isso veio minha paixão por cinema e seriados, e eu queria poder escrever algo meu. Primeiro escrevia histórias com meus amigos como personagens, ou então eu começava as histórias e nunca terminava. Enfim decidir ir até o fim com uma história. Era uma saga, um romance sobrenatural, com anjos, lobos, vampiros e afins. Mas, na metade do livro me veio outra ideia, um romance normal, sem nada sobrenatural, e caiu todo o contexto do livro no meu colo. Me lembrei de uma professora deficiência visual e a inspiração surgiu. Abandonei a saga por um momento e cai de cabeça na história. A princípio a Emily se chamava Clara, mas achei que o nome era muito clichê pra uma garota cega, e mudei pra Emily. O resto vocês já conhecem.

Você tem contato com essa professora?

Não. Ela foi minha professora da quinta série, quando eu morava em Olinda. No ano seguinte mudei para o interior e perdi o contato. Infelizmente naquela época não existia as redes sociais de hoje em dia. Perdi o contato com todos os meus amigos daqueles tempos. Queria muito poder rever todos, principalmente esta professora. Quem sabe um dia, né?

Você me disse que seu livro foi publicado por causa de um concurso na Uno, pode falar mais sobre isso?

Eu estava procurando uma editora já tinha um bom tempo, e já havia levado dezenas de "nãos". Até que as 45 do segundo tempo me deparei com a noticia de que a Editora Uno estava fazendo uma seleção para novos autores, que teriam suas obras publicadas sem nenhum custo. Corri, me inscrevi e quando saiu o resultado eu me vi entre os selecionados. Foi uma sensação muito boa, não tem como descrever. Depois de tanto correr eu tinha conseguido minha sonhada publicação.


Me emocionei com a dedicatória do seu livro, é incrível! Como foi viver essa experiência sem o apoio dos seus pais? Você teve outras pessoas que o apoiaram?

Eu não posso dizer que tive o apoio da família porque eu não comentava com eles o que estava fazendo. Eu escrevia minhas histórias normalmente na madrugada (o horário que eu tinha mais facilidade por causa do silêncio) então ninguém nem sabia o que eu fazia. Como eu também era inseguro acabava por não contar. Não queria ouvir criticas que me desmotivasse. Meu pai faleceu quando eu estava na faixa dos 19 anos. Por ser o filho mais velho eu tive que ser o chefe da família e segurar a situação. Ele não chegou a conhecer meu lado escritor. Daí, ano passado depois que eu tive o livro aprovado pela editora foi que eu decidi contar pra todo mundo. Por isso eu falo que não tive apoio, porque só contei quando tudo já havia se organizado. Minha mãe sempre brincava e ria perguntando sobre quando ia sair, o que era que eu tinha escrito e se era "pornografia" de novo, porque a primeira vez que tive uma participação em um livro foi em uma coletânea de contos eróticos. Mas infelizmente ela faleceu esse ano, em janeiro, e não chegou a conhecer o meu livro. Eu queria muito que eles estivessem aqui pra ver, e por isso que a dedicatória foi especialmente pra eles. Meus amigos me apoiaram desde o momento em que eu contei pra eles, tanto aqueles próximos, que eu realmente posso chamar de amigos, quanto aqueles online, que eu ainda não conheci pessoalmente mas que sempre acreditaram que eu chegaria lá. Acho que estou chegando, né galera?

Como seus amigos, familiares e até você mesmo estão lidando com isso de ser um escritor com 3 participações em livros e  um livro solo publicados?

Por enquanto as coisas ainda estão calmas. Eu estou muito animado, ainda não comecei a fazer eventos porque está tudo muito recente, mas a procura da galera já aumentou a meu respeito. E esta sendo bem legal.

“Estrelas Cadentes Não Dizem Adeus”, porque esse nome?

O nome veio de uma vez na minha cabeça. De supetão. Quando comecei a escrever o livro eu já tinha a trilha na mente, e um final pronto. O nome é o grande ponto do livro. Não posso dizer o motivo dele porque é uma das grandes emoções. Mas posso dizer que ele tem tudo a ver com o contexto da história. Algumas coisas mudaram no decorrer do livro, recebi ordens dos personagens não aceitando certas coisas. Me sentia um louco. Hahahaha. Enfim, deu tudo certo e o nome, na minha opinião, ficou perfeito. Vai ser aquela história que você vai ler e que quando você chegar no momento certo vai dizer: aaah, então é por isso. Hahahaha

Por que as pessoas devem ler seu livro?

Primeiro, porque acredito que a leitura por si só, independente do que seja, só acrescenta na vida de qualquer pessoa. Partindo disso, quanto mais legal for a leitura, mais agradável, mais a vontade vai ficar o leitor. E ECNDA está nessa linha, de ser atrativo, diferente, agradar e prender. Acho que ele vai ser um livro que você não vai querer abandonar, e além disso, vai ter algo muito legal a ensinar. Ele tem uma lição de vida, não é apenas a diversão, de uma história e um aprendizado que eu tenho certeza que vai valer muito a pena.



Me diz: o que sentiu quando soube que ECNDA ia ser publicado em inglês?

Eu já estava correndo atrás dessa publicação há um tempo. Era um desejo pessoal meu. O livro é realmente bom, e não querendo ser convencido, mas eu sabia que uma hora ele ia ganhar outros rumos. Porém eu não sou de ficar esperando as coisas acontecerem, eu levanto e vou atrás.  Quando o tradutor me enviou o livro finalizado, prontinho, me deu um frio na barriga sem igual. Fiquei muito feliz, tão feliz quanto quando soube que seria publicado. É mais um degrau que tô subindo e isso é uma sensação sem igual.

Agora que ECNDA já foi concluído pretende terminar aquela saga, começar um trabalho novo ou vai dar um tempo?

Aquela saga é um dos meus xodós. O primeiro livro dela já está finalizado, tenho que dar continuidade.  Mas também tenho outros livros já encaminhados. Vou fazer a lista de prioridades e botar pra frente, mas a saga é algo que quero muito que dê certo.

Gostaria de deixar alguma mensagem pros leitores?

Primeiramente, muito obrigado pelo espaço. Foi um prazer conversar com vocês.  Para os leitores, gostaria de dizer que aquele velho clichê, que vocês são o motivo da gente passar a madrugada em claro criando esses universos paralelos. Eu espero que vocês curtam e aproveitem cada trechinho desse livro. Que ele possa ser importante de alguma forma e venha a somar na vida de vocês.  Que Emily e Mat ensine a ter esperanças sempre, e que quando a gente ama algo de verdade nunca deve deixar de lutar. Se vale a pena, vai ser recompensado no final. E por fim, divirtam-se.


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Quem quiser saber mais sobre o livro Estrelas Cadentes Não Dizem Adeus, leia aqui. 



Comprem! ^.~ 

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E aí, o que acharam da entrevista? Em breve, resenha de ECNDA! :) 
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