RESENHA - Não se Esqueçam da Rosa





Livro: Não se esqueçam da Rosa (Bara o Wasurenaide)
Número de páginas: 39
Edição: 1 ª
Autor: Giselda Laporta Niecolis
Editora: Memórias Futuras 

(Dados dessa edição). 


Não se esqueçam da Rosa, é um livro incrivelmente tocante, emocionante, motivador, lindo e.... poderia ficar aqui aqui o elogiando por horas. 
Apesar de ter somente 39 páginas, ensina lições que muitos livros de 500 páginas jamais poderiam ensinar.
Faz isso por nos contar a história de Hanako, uma doce menina com apenas treze anos, que sonha em ser escritora e tem descendência japonesa pela família do pai, este era apenas uma criança quando a bomba de Hiroshima caiu do céu decepando milhares de vidas e trazendo dor para tantas outras.
Por ter tido contato com a radioatividade contida na bomba, ele teve seus genes contaminados e passou por meio deles a osteopatia, uma doença degenerativa dos ossos que levaria Hanako á morte.
Ela começou a escrever um diário, assim como Anne Frank, Hanako tem um imenso carinho por Anne. 


  
“Sabe, eu li o Diário de Anne Frank, é tão parecida comigo.
A gente é vítima da mesma guerra.”


E o livro se desenrola assim. Uma história realmente emocionante, preparem os lencinhos! 
Baseado em fatos reais, mostra quão desastrosa pode ser uma decisão. Como pessoas inocentes podem pagar e sofrer por atos frios e impensados.
Hanako nasceu exatamente vinte e sete anos depois da bomba e pagou.  
Quantas outras Hanakos não existiram?
Quantos outros botões de rosa, terão suas vidas interrompidas antes de poderem desabrochar?
Agora, exatamente sessenta e oito anos depois, usinas estão sendo construídas, junto com bombas com uma força em escala extremamente maior.
E Hiroshima? Até hoje não pode ser mais habitada.
Esse livro é um tapa na cara dos céticos que realmente acham que isso foi preciso.
Foi mesmo preciso acabar com mais de 80 mil vidas?
Isso somente em Hiroshima, temos ainda Nagasaki. Milhares de vidas inocentes ceifadas.
Isso é realmente certo?

Nem era nem 7 da manhã ainda quando a bomba foi jogada. Pessoas saiam para trabalhar, crianças despertavam e outras ainda dormiam, estas não acordaram mais.
Foi em 1945.
06 de agosto de 1945.
Um dia que Hiroshima jamais esquecerá.


“Pensem nas crianças mudas telepáticas.
Pensem nas meninas cegas inexatas,
Pensem nas mulheres rotas alteradas,
Pensem nas feridas como rosas cálidas. (...)

Mas, oh! Não se esqueçam da rosa,
Da rosa de Hiroshima, rosa hereditária.
A rosa radioativa, estúpida, inválida.
A rosa com cirrose, a anti-rosa atômica,
Sem cor, sem perfume,
Sem rosa, sem nada.”

(Rosa de Hiroshima- Gerson Coniad/ Vinícius de Moraes)




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