RESENHA - O Diário de Anne Frank





Título: O Diário de Anne Frank 
Titulo original: The Diary of Anne Frank.
Autor: Anne Frank 


“Espero poder confiar inteiramente em você, como jamais confiei em alguém até hoje, e espero que você venha a ser um grande apoio e um grande conforto para mim.”
                                                                             12 de junho de 1942.


E assim Anne começa seu querido diário, que mais tarde vem a receber o nome de Kitty. Acho que todos ou quase todos conhecem a história de Anne Frank, porém, pra quem não conhece, vamos lá:
Anne Frank é uma judia de 12 anos vivendo em meio a uma guerra, pra ser mais específica a II Guerra Mundial. Péssimo, não é mesmo? Mas, fica pior, Anne é uma judia em meio a uma guerra em que um dos grandes alvos são os judeus.
Em seu décimo terceiro aniversário, ela ganha um diário, o diário em questão. Aonde ela decide que escreverá sobre tudo.

“Quero escrever e, mais do que isso, quero trazer á tona tudo o que está enterrado bem fundo no meu coração.”

Logo depois, a irmã de Anne, Margot, é convocada pela SS. Claro que os pais delas não permitiriam que fosse levada, por isso resolvem fugir. Eles vão para o Anexo Secreto, um esconderijo que vinha sendo preparado há um tempo. Que fica nos fundos de um estabelecimento comercial no centro de Amsterdam. E lá eles permanecem por mais de dois anos.
Além dos pais de Anne, ela mesma e Margot, para o anexo também vão o senhor e a senhora Van Daan, Peter Van Daan, que é o filho do casal e mais tarde o senhor Dussel.
Ficamos sabendo de tudo que está ocorrendo no Anexo Secreto, às brigas, os flertes, as conversas, o humor, a comida e a escassez da mesma... E vemos o que ocorre no mundo. Tudo isso através de Anne.   



Por seus olhos, vemos o mundo nos anos em que essa guerra ocorreu. Lemos relatos da história, barbaridades, crueldades e atos insanos de pessoas estúpidas que decidem que o diferente deve ser exterminado.
Além disso, vemos uma menina de 13 anos amadurecer, vemos seus medos, seus conflitos, suas dúvidas, seus sentimentos positivos e negativos...


“Vou prometer-lhe que hei de perseverar, apesar de tudo, hei de encontrar meu próprio caminho e engolir minhas lágrimas.”

Acompanhamos Anne à medida que cresce.  
Nos apegamos a Anne, essa menina tão inteligente, carismática, mas, que as vezes chega a ser um pouco chatinha. Anne aquela que erra, que acerta, que brinca, que ri, que chora. Anne que faz coisas e depois se arrepende, a solitária, forte, irritante, brincalhona. A estudiosa, mas, que odeia álgebra. Anne que ama o pai, mas, que não se dá nada bem com a mãe.
Aquela menina barulhenta e falante que é obrigada a ficar em silêncio ou a fazer pouco barulho. Uma menina tão livre que depois fica presa em um esconderijo, de janelas fechadas e portas trancadas.

Anne Frank, uma menina que vê sua vida virada de cabeça para baixo, após ser vítima de uma guerra. 


Eu posso dizer que gostei muito desse livro, não foi um dos meus preferidos, mas, tirei muito proveito dele.
É um ótimo livro, apesar de ás vezes se tornar um tanto cansativo. 
Através dele, dá para aprender muito sobre a II Guerra Mundial e também, o que é mais legal, pelo menos pra mim: dá pra entender como uma vitima se sentiu naquela ocasião.
Uma coisa é você ler a respeito de uma guerra, outra é ler os pensamentos de quem está sendo vitima dela.  Podemos entender um pouco dos seus sentimentos, sensações e pensamentos. Isso é realmente incrível!
Eu recomendo a leitura do livro!
Ele nos ensina bastante. Faz a gente refletir sobre a vida, as pessoas, as atitudes dos outros e as nossas. Podemos tirar várias lições deles e podemos aprender muito com Anne.
E a coisa mais incrível de todas é o fato de apesar de tudo, Anne não ter perdido as esperanças e nem a felicidade de viver.  
Ela nos dá um modelo para não desistir, para não deixar de ver as pequenas coisas belas da vida, para não deixar a infelicidade nos inundar. Não importando quão grandes forem os obstáculos que venhamos a enfrentar.
Anne nos diz: Lute, persevere e seja feliz! 


“Enquanto existir isso, enquanto eu estiver viva e puder contemplar este sol e este céu sem nuvens, enquanto isto existir, eu não poderei ser infeliz.” 

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