RESENHA - Quem é você, Alasca?

 Eu sou um tanto chato com livros, na verdade, sou bastante chato, e por isso Quem é você, Alasca? deixou um pouco a desejar em alguns aspectos que prezo muito, e no decorrer dessa resenha direi os motivos, mas antes disso: Não é um livro ruim, apenas me decepcionou por haver uma grande expectativa que não foi, nem de longe, correspondida.
 Miles é o tipo de menino classificado como 'incomum' (levantando um debate: incomum em comparação ao que? Aos rótulos impostos pela sociedade? Ao modo de vida geralmente tido como aceitável e normal? Aos padrões seguidos de perto pela maioria? Isso, na minha opinião é variável, afinal, o comum aqui pode ser incomum em outros lugares), ele vivia uma vida morna sem nenhum amigo, sua maior diversão era decorar célebres últimas palavras, até que certo dia resolveu mudar! Ele resolveu ir para a escola onde seu pai havia estudado e criar uma nova vida, ter verdadeiros amigos e conseguir histórias pra contar.
Minha capa favorita

 Logo no início do livro Miles se muda para Culver Creek, uma escola grande que dá a ele sua tão sonhada liberdade e os amigos que tanto buscava. Chip (o Coronel), Takumi, Lara e Alasca se tornam seus novos amigos, com quem ele vive aventuras que o marcam. Não apenas o marcam, mas fazem isso para sempre.


"Quanto tempo é um instante? Um segundo? Dez? A dor que ela sentiu nesses poucos segundos deve ter sido horrível. (...) Mas que diabos significa 'instantâneo'? Nada é instantâneo. (...) Duvido que um instante de dor intensa pareça instantâneo."
Outra capa nacional

 Parece um enredo extremamente clichê, mas disso não posso culpar o livro: a história é original, os personagens são bastante cativantes, o cenário é bem trabalhado e o vocabulário condiz com o tipo de história e público alvo. Mesmo com tudo isso a história não me prendeu. Terminei de ler o livro por pura disciplina pois o enredo não me prendeu de forma alguma. 
 Outra coisa muito legal que achei neste livro é que é possível retirar boas citações. O livro contém algumas frases bastante reflexivas, o tipo de frase que faz com que percas um bom tempo olhando para o nada e refletindo no que acabastes de ler. Nesse ponto o livro ganhou meu respeito (sem falar em algumas últimas palavras mencionadas no livro, algumas hilárias, outras tristes, mas todas muito interessantes para saciar minha curiosidade). O principal ponto negativo, na minha opinião, foi a falta de ação. Achei a história um tanto parada, não gosto de histórias estáticas. Ao encontrar a 'fórmula' para determinada mudança no enredo o autor pareceu gostar tanto que a repetiu até o final do livro, ou seja, o que deveria ser um ponto positivo acabou se tornando um ponto negativo, deixando a história um pouco repetitiva.


"Chega uma hora que percebemos que nossos pais não podem salvar a si mesmos, nem a nós, que todos os que atravessam as águas do tempo acabam sendo dragados pela ressaca - que, em suma, todos nós vamos."


 Eu sou muito fã de juntar capas internacionais dos livros que resenho aqui no blog, e nesta resenha farei o mesmo! Encontrei diversas capas na internet, e a minha favorita foi a décima, a capa com os sapatos amarelos. Na opinião de vocês, qual a melhor capa?




INFORMAÇÕES
Páginas: 229
Autor: John Green
Editora: WMF Martins Fontes
ISBN: 9788578273422
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