EVENTO - Noite de autógrafos com Ordilei Alves e Entrevista

 Como eu disse na postagem anterior, ocorreu a feira literária em Bom Jardim, e na sexta a noitinha Ordilei Alves autografou o seu livro "O Apito do Trem". 

Já teve o prazer de conhecê-lo? Não? Então conheça um pouquinho dele e aproveite para ver uma entrevista!


SOBRE: O escritor Ordilei Alves, veio de famílias fundadoras da Amparo, (Nova Friburgo, mas, na época Amparo pertencia a Bom Jardim e São José do Ribeirão a Friburgo,depois ocorreu a troca). Nascido em Nova Friburgo, 8º filho de uma família de oito filhos. 

 Cresceu perto da estação do trem, aí veio todo esse amor pelo trem que o inspirou a escrever O apito do trem.  

 Formado em marketing em vendas e é palestrante sobre a história do trem e de Nova Friburgo. 

 Membro da Academia Friburguense de Letras, da Academia Ferroviária de Letras, da Associação Fluminense de Preservação Ferroviária e do Movimento Nacional de Preservação Ferroviária. 

 É casado, tem 3 filhos e 5 netos. 

CURIOSIDADES:

I-  Seu primeiro conto, "O Professor e a Corporação", foi Menção Honrosa no concurso de 2007 da UFF. 


II- A condensação do seu conto "O Menino e o Trem", foi incluída em "TRILHOS E LETRAS-Uma antologia do trem." (Editora Pandion). 


III- Em dezembro de 2010 lançou o primeiro livro "Dez Contos com Descontos". (Editora Pandion). 


IV- "O Apito do Trem" foi lançado na Bienal de São Paulo, em 2012. 




ENTREVISTA



I- Sempre quis ser escritor? Quando surgiu esse desejo? 

Eu sempre tive facilidade em escrever, mas, nunca tive nenhuma vontade, esta surgiu aos meus 60 anos de idade. Estou quase fazendo 70. 


II- E teve algum incentivo ou apoio de alguém? 

Tive material e emocionalmente. No início minha família ficou um tanto surpresa, mas, depois me deu muito apoio tanto material como emocional. A minha filha mais nova principalmente. 

III- Quais foram os escritores que lhe serviram de inspiração? 

Eu sou bem eclético em relação a escritores, se eu começar a gostar de um livro, eu leio independente do escritor. Mas, Fernando Sabino me inspirou bastante. Também Machado de Assis e Eça de Queiroz. Na minha opinião, Machado de Assis é o maior nome da literatura brasileira e Eça de Queiroz da portuguesa.

IV- Quando surgiu a ideia de escrever "O Apito do Trem"? 

Foi na verdade num curso que eu fiz de melhoramento ou fortalecimento do eu interior. Uma de suas propostas eram escrever um livro, como eu já tinha facilidade em escrever... E acabei juntando o meu amor pelo trem, então, surgiu o projeto do livro. Logo depois comecei a escrever "Dez Contos com Descontos", que por não precisar de tanta pesquisa, acabou sendo finalizado primeiro.


V- Li que o senhor pesquisou 6 anos para escrever "O Apito do Trem", como foi essa pesquisa? 

O livro demorou 6 anos, pois, eu não parei e sentei para escrevê-lo. Tinha que trabalhar e isso me consumia bastante tempo. Se eu tivesse parado e escrito direto, demoraria mais ou menos uns dois anos. Mas, as minha pesquisas foram feitas em instituições ligadas a preservação ferroviária, conversei com escritores sobre história técnica ferroviária, assisti palestras... Mas, a principal fonte foram os livros.


VI- Os seus livros ou o senhor receberam alguma forma de reconhecimento? 

Sim, recebi muitos elogios de amigos e leitores. Mas, teve uma ocasião especial: uma vez conheci uma estudante que queria fazer uma monografia sobre a temática 'trem'. Eu a ajudei dando informações e livros, nos correspondemos e depois ela me enviou um e-mail e me agradecendo. Isso me tocou bastante! 

 (Gente, eu realmente achei essa resposta incrível! Quando falamos de reconhecimento, muitos pensam logo em dinheiro ou alguma forma de recompensa, mas, ele falou de uma coisa tão singela, como o agradecimento por um grande favor. Já disse á vocês que ele é um panda humano de tão fofo?!


VII- Tem o desejo de escrever mais livros? 

Sim. Atualmente trabalho em dois livros. Um é sobre Júlio Salussi, patrono da Academia Friburguense de Letras, nascido em 1872 em Bom Jardim, que veio a falecer em 1948. O outro livro é sobre o barão de Nova Friburgo, Antonio Clemente Pinto, um dos quatro homens mais ricos do império. 

VIII- Muitos escritores já disseram que a parte mais difícil de publicar um livro é encontrar uma editora, concorda? 

Sim, não que escrever um livro seja tarefa muito fácil, porém editá-lo é a parte mais complicada.
Conseguir acesso a uma editora, é tarefa difícil que exige muitas coisas. A grande editora, aquela que também distribui o livro (anseio de todo escritor) pede que você envie o original e leva de seis a doze meses para responder. A história agradando, você será editado, mas com uma participação muito pequena na venda, ou seja, o trabalho intelectual não tem valor. Claro que o escritor renomado tem maior participação. Assim, a alternativa é a edição do autor, onde ele fica com 100% dos direitos autorais, mas isso custa dinheiro próprio ou de patrocínio e, também, implica em vender diretamente os livros.

X- Qual mensagem o senhor deixaria as pessoas que desejam se tornar escritores? 


Um conhecido ditado chinês diz que para realizar uma caminhada de 10km é preciso dar o primeiro passo. Ninguém conseguirá escrever se não começar. Primeiramente é necessário ter uma ideia, depois desenvolvê-la. Para isso, mais do que tudo, é fundamental ter disciplina. Não se esqueça que escrever requer 80% de transpiração e 20% de inspiração. Só os gênios contrariam regras como esta. Nós, simples mortais, temos que segui-la, caso queiramos concluir um livro.




O Ordilei foi tão fofo comigo! No fim da entrevista ele me deu um exemplar de O Apito do Trem, o autografou e fez uma dedicatória! 

Vomitei arco-íris! :3 


Está escrito:" Para Lorrane. 
Futura escritora, para que conheça uma época em que a 'Maria Fumaça' era soberana. "


Em breve resenharei o livro O Apito do Trem! (= 
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