PORTUGUÊS - Poema x Poesia











Oi gente!:)
Muitos usam poesia e poema como sinônimos, não sabendo, na verdade, que eles não o são. Então, eu resolvi fazer uma breve explicação sobre a diferença entre eles. 
Vamos lá! 

Poema: 
É o texto formalizado em versos, estrofes, com certos recursos da linguagem poética: ritmo, métrica, sonoridades, figuras de estilo.
E o poema, além da linguagem poética (poesia) deve apresentar uma forma, como por exemplo, versos organizados em estrofes. 


Poesia: 
É um conteúdo poético que podemos encontrar no poema, mas também em narrativas literárias (conto, romance, novela), crônicas e até em obras de arte que não utilizam a palavra, como por exemplo,  em um quadro ou em uma fotografia. É a linguagem poética encontrada nessas obras que pode ser chamada de poesia.
E a poesia é mais uma questão de conteúdo, presente em certas obras de arte, literárias ou não.
 Ficou claro? 

Exemplos de poemas: 

I- Canção Para Uma Valsa Lenta


Minha vida não foi um romance...

Nunca tive até hoje um segredo.

Se me amas, não digas, que morro
De surpresa... de encanto... de medo...

Minha vida não foi um romance
Minha vida passou por passar
Se não amas, não finjas, que vivo
Esperando um amor para amar.

Minha vida não foi um romance...
Pobre vida... passou sem enredo...
Glória a ti que me enches a vida
De surpresa, de encanto, de medo!

Minha vida não foi um romance...
Ai de mim... Já se ia acabar!
Pobre vida que toda depende
De um sorriso... de um gesto... um olhar...

                                              (Mario Quintana)


II-Não há vagas 


O preço do feijão

não cabe no poema. O preço

do arroz
não cabe no poema.
Não cabem no poema o gás
a luz o telefone
a sonegação
do leite
da carne
do açúcar
do pão.

O funcionário público
não cabe no poema
com seu salário de fome
sua vida fechada
em arquivos.
Como não cabe no poema
o operário
que esmerila seu dia de aço
e carvão
nas oficinas escuras

– porque o poema, senhores,
está fechado: “não há vagas”
Só cabe no poema
o homem sem estômago
a mulher de nuvens
a fruta sem preço

O poema, senhores,
não fede
nem cheira.

  (Ferreira Gullar)
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